
A boa notícia é que há maneiras de contornar isso. A má notícia é que é mais complicado e na maioria das vezes, a gente acaba ficando no gel e isotônico mesmo com enjoo previsto.
No meu último treino longo, passei mais de 3h e meia correndo, tomei dois sachês de gel (um com BCAA), duas garrafinhas de água e uma de isotônico. A hidratação deu certo, meu xixi estava claro logo depois do treino (se estivesse escuro acusaria a desidratação). Mas o gosto muito doce do gel me deixou mal depois do kilômetro 23 mais ou menos. A ponto de chegar em casa e levar horas até comer alguma coisa, coisa que pra mim não é comum.
Uma estratégia muito usada nesses casos é levar uma batata (isso mesmo) pequena cozida e com bastante sal, envolta em papel alumínio, no treino. É uma reposição de carboidrato e sal, e quebra o doce que foi ingerido até então. Só que para quem não gosta de carregar muita coisa quando corre, a escolha fica mais difícil: levar a batata e se deliciar depois de horas no gel, mas ter que carregá-la no cinto de hidratação.

Para quem corre com assessoria e está fazendo o longão no horário de treino da equipe fica bem mais fácil. É só programar pra passar na tenda da equipe na kilometragem desejada e pegar sua batatinha. No meu caso, que tenho assessoria (claro, a Pulsação) mas faço os treinos sozinha, o jeito é aguentar o doce mesmo. Nada que tire o gosto bom de terminar um bom treino.